13.2.17

Em memória | Prefácio


Esta história não é agraciada de um final feliz bem porque, vale pontuar, ela só começa por causa do final e o final não é feliz. Mas, como todas as narrativas de fins tristonhos, é uma história que você vai gostar de ler e, assim sendo, vou confidenciar-lhe o maior segredo dessa obra: ela realmente aconteceu, o que significa que é verídica e totalmente baseada em fatos reais.
Segredo revelado, agora vou contar-lhe que essa não é a história do meu primeiro amor, nem do segundo e, muito menos, do terceiro. Não, essa é uma história lá pro quinto ou sexto! Mas vale lembrar, e essa é uma linha muito importante, que é a história do meu grande amor.
Todo mundo tem um grande amor na vida e, definitivamente, ela foi o meu. Não é porque não estamos mais juntos ou porque ela se foi e eu fiquei ou porque nos largamos antes disso que deixamos de ser o grande amor um do outro. Esse tipo de amor nós só temos uma vez e eu fico muito lisonjeado de ter sido esse cara para ela, assim como me lisonjeio por ela ter me aceitado sem nem pensar nos prós e contras mesmo que os contras sobressaíssem os prós e todo mundo soubesse disso.
Ela também não vai ler esse livro primeiro porque não pode e, depois, porque acharia uma piada que o meu sexto romance narrasse justamente a nossa história. É claro que ela ficaria curiosa e perguntaria para algum familiar ou amigo ou colega o que tinha achado do novo livro de Pedro Falcão, seu ex namorado ou ex marido ou ex amante e, quando eles lhes respondessem, ela os acharia demasiadamente forçados e se convenceria, assim, que não valia a pena ler algo do qual já vivenciou, mesmo que eu fosse enviar um exemplar no seu endereço e mesmo que olhá-lo na estante fosse uma bela de uma tortura. Mas a mulher sobre quem escrevo era assim teimosa mesmo.
De qualquer forma tudo agora é literatura, porque eu posso morrer daqui a um ou dois dias, bem como posso morrer daqui a cinco ou seis anos, mas a literatura nunca morre. E ela era - é - importante demais para ser esquecida.
Apresento-lhe então essa história sobre um menino, talvez homem, e uma mulher belíssima a quem ele doou grande parte de si.
Boa leitura.
Pedro Falcão.

2 comentários:

  1. Primeiro coisa que JB escreveu e que eu gostei (mentira, eu gosto de mistletoe e love yourself).
    "... mas a literatura nunca morre." já me apaixonei aqui mesmo.
    Eu deveria estar trabalhando nesse momento, mas eu estou aqui lendo e tirando atraso de tudo que você escreve. Se eu perder meu emprego, estou feliz PORQUE É TUDO PERFEITO, TE AMO MUITO.
    Como deu para notar, eu não segui nenhuma ordem de post (eu faço minhas regras) (e porque eu odeio pavor de ler em ordem, serio)
    Não vou precisar dizer aquela duas palavras... POSTA MAIS.
    Outras duas que não canso de dizer: TE AMO.
    Beijos, Mirela.

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  2. Muito feliz que você se dispõe de perder seu emprego para poder ler o que eu escrevo, mas com medo de você realmente perdê-lo. Obrigada por todos os elogios! Você, mais do que ninguém, sabe que tudo que eu escrevo vem do coração (e do cérebro, KKK).
    Postarei muito em breve, mas não sei dizer quando. Te amo demais, te amo muito, te amo mesmo!

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